Desde 2013, a Prefeitura de Boa Vista, através do Programa Família que Acolhe, vem transformando vidas e trazendo conceitos inovadores no cuidado com a primeira infância. O programa já alcançou quase 14 mil mamães e papais de praticamente todos os bairros da cidade. São histórias que se cruzam em meio aos benefícios que o programa proporciona às mulheres, crianças e suas famílias.
Uma destas histórias é da Ivana Reis, 28, que cria cinco filhos com muita dedicação e empenho e não perde um encontro da Universidade do Bebê no FQA. Os mais velhos Kauan, de 9 anos, e Guilherme, de 7, não tiveram a mesma oportunidade de criação em que estão desfrutando as gêmeas Anna Caroline e Anne Carolaine, 4 anos, e a caçula Ayla Beatriz, de sete meses.
Ivana relatou que teve uma vida difícil com os dois primeiros filhos. Sua jornada como mãe começou aos 20 anos quando ela engravidou do Kauan e, logo em seguida, do Guilherme. Com duas crianças ainda muito pequenas, Ivana teve dificuldades na criação, que se baseava mais nos conceitos que achava certo e pelos conselhos das pessoas, do que, eventualmente, o que especialistas recomendavam.
“ A melhor coisa que fiz foi participar do FQA, eles nos acompanham desde a gestação e nos ensinam passo a passo como devemos cuidar dos nossos filhos, a aceitar as mudanças do nosso corpo. Além disso, nos incentiva a amamentação exclusiva até os seis meses. Meus filhos mais velhos dei logo o mingau, porque eu não tinha paciência. Hoje sei que o leite é muito importante para a criança, porque, além de alimentar, forma o vínculo entre mãe e filho ”, ressaltou.
Hoje as gêmeas estão na escolinha da prefeitura. E a Ayla sendo acompanhada mensalmente nos encontros da Universidade do Bebê. Orgulhosa, a mãe fala que as gêmeas já foram para a creche e para a escola bem desenvolvidas, associando o avanço ao incentivo à leitura desde a gravidez e a socialização que o programa proporciona.
“As gêmeas com dois anos já foram bem desenvolvidas para as casas mães, por conta da leitura. Desde a gestação eu conversava com elas, eu lia e cantava e conforme elas foram crescendo eu continuei desenvolvendo essa atividade, porque o programa incentiva a ler para as crianças com o Leitura desde o Berço” , ressaltou.
Família que Acolhe, parceiro na criação dos filhos
Outra história é a da cabeleireira Daniella dos Santos, 28 anos, moradora do bairro Santa Luzia e mãe de três filhos: João Vitor de 9 anos, Maria Rebeca de 2 anos, e o caçula José Miguel de oito meses. Ela se tornou mãe cedo. Engravidou do primeiro aos 17 anos, época em que ainda não existia o programa. Ainda uma menina, só tinha sua mãe para orientá-la sobre os cuidados com o bebê.
“M inha primeira gestação foi um susto. Quando eu realmente descobri que estava grávida, não sabia se chorava ou se sorria. Eu não sabia o que fazer com 17 anos. Graças a Deus eu tive minha mãe ao meu lado, mas eu não tive um acompanhamento igual eu tenho hoje, com o Programa Família que Acolhe” , declarou Daniella.
Ela disse também que, praticamente, não cuidou do João Vitor, pois como morava com a família, sua mãe foi quem a ajudou na criação do menino. Foi a mãe quem deu o primeiro banho, limpou o umbigo, introduziu a alimentação no tempo que achavam correto. Já na segunda gestação, ela começou a participar do FQA e até hoje participa de dois encontros mensais.
Segundo ela, o programa é completo, além das palestras mensais, os filhos têm atendimento com especialistas médicos, ultrassom para as gestantes, o planejamento familiar e o acompanhamento mensal do bebê com a enfermeira. Tem o leite mensal e a vaga na creche em que a Rebeca estuda já estava garantida desde a gravidez.
Conheça os benefícios que as famílias desfrutam através do FQA
Para ter direito aos benefícios do Programa Família que Acolhe, a beneficiária deve ter, no mínimo, 70% de participação nos encontros mensais da Universidade do Bebê, que ocorrem conforme a idade gestacional e a idade das crianças. É como uma “Escola de pais” , onde são abordados diversos assuntos relacionados ao desenvolvimento saudável do bebê, da primeira infância e o fortalecimento do vínculo afetivo entre pais e filhos.
O cadastro no programa deve ocorrer ainda na gestação antes de completar 21 semanas. Além do enxoval entregue no final da gravidez, são ofertados serviços na área de saúde, tais como: consultas com pediatras, psicólogos, odontopediátrico, assistentes sociais, enfermeiros para o planejamento familiar e puericultura, marcação de exames e ultrassom. Tem também a sala de vacina e farmácia à disposição das famílias.
Quando a criança beneficiária completa 1 ano começa a receber 3 latas de leite para reforçar a alimentação, benefício esse, que se estende às mais de 2 mil crianças matriculadas nas creches municipais. E agora, através do Programa de Aquisição de Alimentos, famílias em situação de extrema vulnerabilidade social e sem renda fixa recebem alimentos da agricultura familiar, com apoio da prefeitura.
Quando a criança completa dois anos, sua vaga já está garantida em uma das 33 casas mães e nas turmas maternais das Escolas Proinfâncias. Momento em que os pais deixam os encontros do FQA e começam a participar das reuniões de famílias na própria creche dos filhos, através do “Encontro da Primeira Infância”.
A Prefeitura de Boa Vista lançou, neste domingo, 8, Dia dos Pais, a campanha “Mês da Primeira Infância” e o “Pacto pela Paternidade Boa”. Durante todo o mês de agosto, serão promovidas boas práticas para a mudança de comportamento e incentivo ao fortalecimento de vínculos entre pais, filhos e família.
Conheça a iniciativa da Prefeitura de Boa Vista para fortalecer os vínculos entre pais e filhos
A obra feita com recursos próprios do município contemplou diversos serviços estruturais, construção de novos espaços e ampliação de áreas já existentes