Uma semana dedicada a discutir a importância dos cuidados e direitos das mulheres e crianças desde a gestação até os seis anos de idade. A primeira infância é o tema dos debates da Semana do Bebê, uma mobilização que envolve poder público, famílias e autoridades na discussão sobre a fase considerada mais importante para o desenvolvimento humano. A programação teve início nesta segunda-feira, 16, com palestras sobre o papel e os desafios do programa Família que Acolhe e segue até sexta-feira, 20, com diversas atividades.
De acordo com a coordenadora do programa Família que Acolhe, Andréia Neres, durante a programação serão tratados temas relacionados à saúde, educação e direitos das crianças. Ela destacou que a proposta da Semana do Bebê é chamar a atenção e conscientizar a sociedade sobre primeira infância.
“O objetivo é que todos possam entender que os cuidados que nós tivermos com esses bebês, nesses primeiros momentos de vida, vão refletir de forma significativa no adulto. Nós estamos em busca de criarmos uma nova geração mais consciente, mais responsável e isso parte do ponto de que a gente tem que dar toda a atenção e cuidado que mãe e filho merecem nessa fase da vida”, disse.
Na programação da Semana do Bebê serão realizadas palestras, debates, exposição fotográfica, exposição de cartazes confeccionados pelas mães, corridinha baby, sessões de shantala, além dos atendimentos de rotina do Família que Acolhe, como a Universidade do Bebê.
A dona de casa Marcilene Pacheco, 19 anos, entrou para o Família que Acolhe quando estava no quinto mês de gestação da pequena Fabiana Eloá, hoje com dez meses de vida. Ela contou que o programa a fez mudar o olhar para os primeiros anos de vida da filha. “Sou mãe de primeira viagem e aqui aprendi que, além da alimentação e cuidados com a saúde do bebê, o afeto, o tempo que eu passo com minha filha é muito importante para o desenvolvimento dela”, comentou.
Família que Acolhe avança nos cuidados com a primeira infância
A Semana do Bebê também faz uma avaliação dos resultados apresentados pelo programa Família que Acolhe em três anos de existência. Entre as conquistas, a mais recente ocorreu em um evento organizado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU), que reconheceu o programa como modelo de política pública voltada para a primeira infância. Uma política integrada entre saúde, educação e social.
O secretário adjunto de Gestão Social de Boa Vista, Moacir Collini, que também é interlocutor do Núcleo de Desenvolvimento da Primeira Infância, destacou os avanços e os desafios do programa Família que Acolhe. “Nos percebemos resultados significativos no programa. Na Educação, as pesquisas têm demonstrado que os pais estão lendo mais e melhor para seus filhos. Na Saúde, houve um aumento do acompanhamento do pré-natal. Agora, nós estamos consolidando esses indicadores, que nos permitem quantificar e mensurar onde nós avançamos mais e onde ainda temos que avançar”, explicou.
Uma pesquisa feita pela Universidade de Nova Iorque mostra que os pais que participam do FQA estão lendo mais e melhor para os filhos. As crianças tiveram ganho significativo no vocabulário e no desenvolvimento cognitivo. A frequência escolar, cotada em 90%, é outro índice que mostra o bom resultado do programa.
Nos últimos quatro anos, o número de atendimentos pré-natais na rede municipal aumentou 46%, subiu de 16.318 em 2012 para 30.145 em 2015. O programa Família que Acolhe tem como uma de suas prioridades o fortalecimento do acompanhamento de mãe e bebê desde o início da gravidez.