A crise energética que causa apagões constantes em 10 municípios do Estado, incluindo a capital, será pauta nesta quarta-feira, em Brasília. A prefeita Teresa Surita já está no Distrito Federal e irá se reunir com parlamentares, o senador Romero Jucá, o vice-presidente Michel Temer e o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, para discutir o fim da dependência da energia da Venezuela e a retomada das obras do Linhão de Tucuruí.
Desde 2001, Roraima recebe energia do país vizinho, por meio do Linhão de Guri. O que seria a solução para o Estado trouxe uma instabilidade energética e um entrave para o desenvolvimento da capital, já que os cortes de energia são cada vez mais frequentes e acontecem sem qualquer aviso prévio. Hoje, a alternativa para acabar com a crise energética em Roraima é o Linhão de Tucuruí, que deve tornar Roraima parte do Sistema Interligado Nacional (SIN).
A obra prevê uma extensa linha de transmissão que parte da Hidrelétrica de Turucuí, no Pará, passa pelo Amazonas, até chegar em Roraima. No momento, a obra está parada, por impasses na negociação da passagem de Tucuruí pela Terra Indígena Waimiri Atroarí, na divisa de Roraima e Amazonas.
A prefeita Teresa Surita entende que a situação é urgente e, por isso, se unirá com os outros poderes para agilizar a retomada das obras. Ela ainda destaca que é importante respeitar e dialogar com todos os envolvidos no processo para evitar um atraso maior na conclusão dos serviços. “É um absurdo que o nosso Estado seja o único dependente da energia de outro país. A obra de Tucuruí precisa continuar com um diálogo junto aos povos indígenas, respeitando os seus direitos e preservando o meio ambiente”, defendeu a prefeita Teresa Surita.
Reajuste da tarifa de energia
Na ocasião, o reajuste na tarifa de energia proposto pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para todo o país também será discutido. A prefeita e os demais parlamentares vão argumentar para manter a suspensão do aumento da taxa para Roraima, já que a energia que abastece o Estado passa por um dos piores momentos, com a prestação de um serviço precário.