“Por um Brasil que criminalize a violência contra a população LGBT”. Foi com o intuito de discutir este tema que representantes da sociedade civil e do poder público estiveram reunidos nesta quinta-feira, 15, na terceira Conferência Municipal de Políticas Públicas e Direitos Humanos de LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais).
O evento foi realizado no auditório do Instituto INSIKIRAN, na Universidade Federal de Roraima com o apoio da Secretaria Municipal de Gestão Social. Momento de propor, elaborar e discutir com o governo municipal, a implantação de políticas públicas para a população LGBT em Boa Vista.
Cerca de 100 pessoas marcaram presença no evento. Entre eles, representantes do Ministério Público na pessoa do promotor de Defesa da Cidadania, Aldemir Teles; André Montenegro da Comissão da Diversidade dos Direitos homoafetivos da OAB/RR; Silvia Reis presidente do Conselho Estadual LGBT e o professor Marcos Braga representante da UFRR e apoiador da causa.
A secretária de Gestão Social, Simone Queiroz, explicou que a secretaria promove e participa da conferência, mas quem realiza são as associações e grupos que defendem a criminalização da violência contra os homoafetivos. “O tema e toda conferência foi montada pela sociedade LGBT, por meio de uma comissão onde discutiram os temas mais relevantes a serem levadas à sociedade. Lidamos com as pessoas, então seja qualquer movimento estamos a frente apoiando”, disse. “Espero que a sociedade entenda a igualdade das pessoas, não importa o gênero ou a filosofia de vida”, acrescentou.
Estavam presentes também os representantes do Grupo Diversidade, das Associações de Lésbicas do Estado de Roraima (Athena), dos Travestis e Transexuais (Ather), e as Associações Brasileiras de Gays, Lésbicas, Travestis e Transexuais (ABGLT) e Arte Gay. Núbia Ferreira, de 34 anos, é presidente da Athena, assim como os demais presentes, ela também está em busca de seus direitos sociais e mostrar que realmente a minoria existe.
“Somos discriminados em tudo, até mesmo na hora de procurar um emprego você chega e já te olham com indiferença. Estamos na luta pela igualdade e que os nossos direitos sejam de fato garantidos por lei”, declarou Nubia.
“O MP além de tantas atribuições também vai em defesa das chamadas minorias e dos direitos sociais”, ressaltou o promotor, Ademir Teles. “Estou hoje aqui para falar um pouco sobre a necessidade do Brasil legislar contra a homofobia em defesa de todas essas pessoas que também são brasileiros, seres humanos e que merecem todo respeito e defesa do estado brasileiro”, frisou.