O grafite, arte de pintar em muros, paredes e demais espaços onde for possível, sempre foi marginalizada e confundida com a pichação. Mas, os desenhos caíram no gosto das pessoas. Em Boa Vista, é possível encontrá-los em alguns locais da cidade. Nesta quarta- feira, 3, integrantes do projeto Crescer iniciaram a grafitagem nos tapumes da nova Praça de Eventos Fábio Marques Paracat, local que pela primeira vez será sede do Boa Vista Junina.
A iniciativa faz parte da oficina de grafite oferecida pelo projeto para meninos e meninas interessados pela arte. Com letras grandes e desenhos, os alunos escreveram frases com referência ao arraial. “Boa Vista Junina agora é aqui” e “O maior arraial da Amazônia”, além de sinalizar o local como “Praça do Fabinho”.
Aos 17 anos, Sara Melinda é uma das poucas meninas que se interessou pela pintura. No meio de tantos meninos ela não deixa a desejar e conta porque o grafite chamou sua atenção. “O grafite está dentro da cultura hip hop da qual faço parte, além disso, sempre gostei de cores, desenhos e encontrei nessa modalidade uma forma de me expressar. Por meio dela, estamos pintando para chamar a atenção das pessoas para o arraial 2015”, disse.
Os alunos são orientados pelo instrutor e grafiteiro Ricardo Aguiar, que auxilia e ajuda na pintura. A Praça Fábio Marques Paracat foi o primeiro local utilizado pelo professor para dar aula. “Nós aproveitamos que está todo mundo ansioso pelo arraial e resolvemos unir o útil ao agradável”, comentou Ricardo.
Grafite - A princípio, é mais elaborado e de maior interesse estético, socialmente aceito como forma de expressão artística contemporânea, respeitado e até estimulado pelo poder público.