De acordo com o último Levantamento Rápido de Infestação por Aedes Aegypti (LIRAa), feito pela Secretaria Municipal de Saúde, foi constatado que o Índice de Infestação Predial (IIP) foi de 0,7 %, o que mantém o município classificado em Baixo Risco para transmissão de Dengue. Ainda assim, é preciso que a população esteja sempre em alerta para evitar a transmissão de doenças como dengue e chikungunya.
O levantamento foi feito entre 17 a 19 de março de 2015, por meio da Coordenação Municipal de Vigilância e Controle de Doenças Transmitidas por Vetores, que demonstraram que, dos 14 estratos avaliados, 11 (79%) apresentaram índices de infestação predial (IIP) entre 0% - 0,9%, classificando como baixo risco e 03 (21%) entre 1% - 3,9% sendo classificados como médio risco. Extratos são os grupos de bairros visitados e inspecionados pelos agentes de saúde.
A análise dos resultados por bairro demonstra que dos 50 avaliados nos estratos, dois (4%) encontram-se com alta infestação, 10 (20%) classificam-se na condição de Médio Risco de infestação e 38 (76%) classificou-se como situação de Baixo Risco de infestação por Aedes aegypti. Os bairros em situação de alerta são Operário, Bela Vista, Distrito Industrial, Nova Cidade, Raiar do Sol, Asa Branca, Buritis, São Francisco, Bairro dos Estados e Centro.
Em relação aos criadouros, foram encontrados larvas de Aedes aegypti em 39,1% em depósitos no nível de solo (como toneis, tambores ou barris); 26,1% dos depósitos móveis (vaso, pratos, frascos com plantas e bebedouros de animais) em 19,6% de lixo e outros resíduos, e 13% em depósitos fixos, como tanques, depósitos em obras, borracharias e hortas, calhas e lajes, ralos, vasos sanitários, vasos em cemitérios e peças arquitetônicas (caixa de passagem/inspeção).
“Hoje temos mais bairros com menores incidências de infestação do mosquito. No nosso último levantamento, verificamos que os criadouros principais do aedes aegypt eram os depósitos móveis e o lixo doméstico. Agora, a situação mudou, para depósitos em solo, pois devido o calor, a população passou a armazenar águas em barris e tambores, sem o devido cuidado”, explicou Rogério de Lima, coordenador municipal de Vigilância e Controle de Doenças.
Por conta disso, a população é o principal elemento para a diminuição da proliferação dos mosquitos. “A mudança de comportamento da população é um fator primordial para a redução dos índices das doenças. Se houver um cuidado maior com o lixo, com o armazenamento de água e outras atitudes que forem tomadas, com certeza, sempre haverá um risco bastante remoto de dengue ou chikungunya”.
Há mais de quatro anos que Boa Vista não passa por epidemia de dengue. Os baixos índices da doença podem ser explicados pelo constante trabalho de coleta do lixo doméstico executado pela Prefeitura. Além disso, as equipes de vigilância em saúde percorrem periodicamente os lares, fazendo vistorias nos quintais para eliminar possíveis criadouros do mosquito aedes aegypt e fazendo a aplicação de larvicidas em pontos estratégicos.
As visitas acontecem cinco vezes a cada 45 dias, onde os profissionais se dividem por quadras e ruas, trabalhando não somente na vistoria de imóveis e com orientações, mas também distribuindo panfletos e pregando cartazes nos pontos comerciais. Eventualmente, as equipes promovem palestras em escolas, instituições públicas e empresas privadas orientando sobre a importância da prevenção.