Dança parixara, músicas regionais e uma variedade de comidas indígenas marcaram o encerramento da II Feira dos Produtores Indígenas do Baixo São Marcos, na comunidade Campo Alegre. Também em alusão ao Dia do Índio, o evento realizado nesse sábado, 18, aqueceu além do comércio local, a diversão entre as comunidades vizinhas.
Com o apoio da Prefeitura de Boa Vista, por meio da Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura (Fetec), a programação contou ainda com a participação do grupo Pirilampos, que animou crianças e adultos com criatividade e bom humor. Para o tuxaua do Campo Alegre, Jander Evaristo, todas as parcerias foram importantes para o sucesso do evento.
“A feira, que também está fazendo parte da nossa comemoração ao Dia do Índio, precisa do apoio de todos. As comunidades vizinhas, a Fetec, a prefeitura e outros apoiadores é que colaboram para que tudo dê certo. O evento é uma oportunidade de mostrar a todos o que o nosso povo tem de melhor”, enfatizou.
Para a moradora Deusamar Silva, 45, o momento tem um significado a mais, pois foi o pai, Lino Augusto Silva, quem fundou a comunidade Campo Alegre, na década de 80. “Me emociono muito ao ver nossa gente reunida. Cresci aqui, com meus sete irmãos, vendo meu pai e minha mãe batalharem muito por essa comunidade. Quando vejo esses eventos assim, lembro do meu pai e penso que tudo que ele fez valeu a pena. Somos mesmo muito alegres aqui.”, festejou Deusamar.
Por falar em alegria, a chegada do grupo de dança indígena “Aya’Wa”, da comunidade Darora, animou ainda mais os participantes da feira. O grupo composto por 60 indígenas, entre crianças e adolescentes, apresentou as danças parixara e areruia ao público presente.
Outro ponto bem procurado foram as barracas de comidas típicas. A Damurida e a bebida caxiri foram as mais saboreadas. A indígena Lurdes dos Santos aproveitou o movimento da feira para aumentar a renda e não se limitou só às comidas tradicionais do local.
“O movimento está realmente muito bom. Na minha barraca eu sirvo de tudo, da damurida ao feijão com arroz. Tem para todos os gostos”, falou a enérgica indígena de 56 anos.
Energia também não faltou aos atletas da comunidade que se inscreveram para as competições de futebol. Durante os dois dias de feira, eles puderam disputar ainda, as modalidades próprias dos povos indígenas, como a corrida de tora e o arco e flecha, com direito a premiações.
Para finalizar tanta diversão, não poderiam faltar as bandas regionais como os Macuxizinhos do Forró e Canaíme. Para quem não pôde marcar presença na movimentada feira, fica o convite para a próxima edição.