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Boa Vista está entre as cidades com menor índice de circulação de crack no país, aponta pesquisa nacional
Assistência Social

Boa Vista está entre as cidades com menor índice de circulação de crack no país, aponta pesquisa nacional

04/03/2015

Uma pesquisa divulgada pelo Observatório do Crack revelou que o índice de consumo do entorpecente em Boa Vista é baixo. O estudo apresentou um raio -x da circulação de droga no Brasil e mostrou que tanto em relação aos outros municípios do estado, como em relação as demais cidades brasileiras, Boa Vista aparece como exemplo. A pesquisa considerou que a capital possui políticas públicas voltadas à prevenção e ao enfrentamento do uso do crack e outras drogas.

A prefeita Teresa Surita avalia que o resultado positivo deve-se ao envolvimento de várias áreas da gestão municipal. “É importante analisar a estrutura familiar e social para não tratarmos o problema isoladamente, mas saber o motivo que levou a pessoa a utilizar a droga e assim propor estímulos para evitar e até mesmo resgatá-la das dependências”.
De acordo com o secretário de Gestão Social, Moacir Collini, esses estímulos podem partir de uma oficina de artes plásticas ou até mesmo da prática esportiva. “Projetos que visam à inclusão social e promovem qualidade de vida, como o Crescer e o Esporte Noite Adentro, evitam o consumo não só do crack mas de outras drogas ilícitas”.
Além do trabalho de prevenção, a educação é uma das fórmulas para que no futuro Boa Vista continue com índices cada vez menores. Segundo o secretário de Segurança Urbana e Trânsito, Gerson Moreno, os guardas municipais conversam constantemente com crianças e adolescentes sobre o tema, mostrando o caminho longe da criminalidade.
“A educação é uma das ferramentas que utilizamos neste trabalho de enfrentamento contra as drogas. Os investimentos por parte da gestão, como o aumento do efetivo da Guarda Municipal e instalação de câmeras nas praças garantem uma segurança de qualidade e redução do consumo de entorpecentes. Este resultado só é possível graças ao trabalho em conjunto das secretarias municipais”, destacou Gerson.
Consequências - O crack tem um efeito quase que instantâneo, chegando ao cérebro em 8 a 12 segundos, provocando intensa euforia e autoconfiança. As primeiras sensações são de bem-estar, um estalo, um relâmpago. A pequena duração do efeito do crack faz com que o usuário utilize com mais frequência, o que leva à dependência em pouco tempo, destruindo a personalidade e causando um enorme desgaste psicológico.
Comparando a velocidade do efeito do crack, ao ser cheirada a cocaína em pó leva de 10 a 15 minutos para começar a fazer efeito, diferente do crack. Nos primeiros sinais da dependência, o usuário apresenta mudança de hábito, comportamento e oscilação de humor, e perde peso rapidamente devido à redução de apetite causado pela droga.
Principais consequências do uso do crack são: doenças pulmonares, algumas doenças psiquiátricas, como psicose, paranoia, alucinação, além de doenças cardíacas. A consequência mais notória é a agressão ao sistema neurológico, provocando oscilação de humor e problemas cognitivos, ou seja, na mameira como o cérebro percebe, aprende, pensa e recorda as informações. Isso leva o usuário a apresentar dificuldades de raciocínio, memorização e concentração.
O Observatório – Criado em 2010 para atender às demandas municipais, o Observatório do Crack é uma iniciativa da Confederação Nacional de Municípios que tem como objetivo disponibilizar informações sobre a circulação e o consumo de drogas no Brasil. O acesso facilitado a estas informações embasará estudos, pesquisas, e avaliação, melhorando o planejamento e a tomada de decisão dos gestores locais, estaduais e nacionais.

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