A criançada tomou conta da Praça Velia Coutinho nesta segunda-feira, 16, com o Baile de Carnaval Infantil, promovido pela Prefeitura de Boa Vista. A banda do grupo teatral Criart subiu ao palco para cantar os clássicos das músicas infantis e os sucessos de hoje em ritmo de carnaval.
As crianças do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculo, do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do bairro Cauamé, chegaram cedo para curtir a folia. “A festa está muito bonita. Cada Cras trouxe os seus integrantes para se divertirem de forma segura e organizada”, disse o orientador sócio-educativo do Cras Cauamé, Rodrigo Retroz.
A integrante do serviço de convivência do bairro Cauamé, Verônica Beatriz de Oliveira, de 14 anos, admite que estava animada para o baile. “O carnaval aqui em Boa Vista não era legal para as crianças. Agora está muito animado e todas as crianças podem voltar a pular o carnaval”, disse.
As primas Malu, de 2 anos, Fernanda, de 8 e Tiffany, de 5 anos vieram pular o carnaval na avenida vestidas como as personagens infantis Tinkerbell, Branca de Neve e Fada. Fernanda, que adora a Branca de Neve, não pensou duas vezes ao escolher a fantasia. “É a princesa que eu mais gosto”, disse.
A mãe de Fernanda, Adalila Sobrinho, de 43 anos, adorou a iniciativa da prefeitura em fazer uma festa voltada para as crianças e para a família. “Nós procuramos na internet a programação do carnaval e vimos sobre o baile infantil. As meninas ficaram muito animadas, por que só haviam brincado o carnaval na escola, nunca em uma festa grande como essa”, declarou.
Espaço lúdico – O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculo da Secretaria Municipal de Gestão Social preparou para todas as noites de carnaval, um espaço lúdico com brincadeiras e pinturas de rosto para os pequeninos. Em média são atendidas 30 crianças por noite.
“Além disso, o espaço é destinado para acolher quem encontramos em trabalho infantil ou que se perderam dos pais. Para não expor as crianças, elas são trazidas para o espaço lúdico e quando os pais procuram o locutor ou a polícia, eles são avisados de que estão aqui”, disse a coordenadora do serviço de convivência, Vanessa Pinheiro.