A história do carnaval de Boa Vista será exposta durante as cinco noites de folia no Museu do Carnaval, que será instalado na Praça das Águas, próximo ao Portal do Milênio. O espaço estará aberto ao público, das 16h às 23h e é destinado à memória e resgate dos carnavais e blocos antigos da cidade.
Serão cerca de 40 painéis fotográficos que retratam a história dos primeiros blocos de rua criados por famílias tradicionais da cidade na década de 40, com os costumes, hábitos, músicas e fantasias. Um exemplo é o bloco Chitão, da família Brasil e o bloco Corsário, da família Terêncio Lima.
O projeto pretende resgatar e socializar a memória cultural dos antigos carnavais e garantir o acesso ao conhecimento, difusão, reconhecimento e preservação do patrimônio cultural imaterial da cidade, além de ampliar a inclusão cidadã da população do município.
“Uma das curiosidades que poderão ser encontradas no museu são as músicas das décadas de 40, 50, 60 e 70, que foram tocadas e cantadas por músicos e intérpretes de Boa Vista, como Peteleco e Simpatia”, informou o superintendente de Cultura da Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura (Fetec), Hudson Romério.
A ideia de levar o Museu para a praça partiu da Divisão de Defesa do Patrimônio Histórico e Cultural de Boa Vista. “É o resgate de uma tradição feito pela prefeita Teresa Surita, de uma história da capital que tem mais de 75 anos, a socialização do conhecimento das tradições e costumes da população de Boa Vista, o reconhecimento do êxito e aceitação de dezenas famílias que foram à Ene Garcez ano passado, brincar o carnaval”, disse o chefe da Divisão, Carlos Alberto Pavelegini.