O crescimento desordenado da cidade é um dos fatores que agrava o problema de alagamentos na capital. Alguns bairros, que surgiram após invasões, cresceram em volta ou dentro de regiões alagadiças, consideradas Áreas de Proteção Permanente (APPs). Com as chuvas, esses locais, que são reservas de faixa de terra que protegem as margens e a mata ciliar de rios, lagos, lagoas e igarapés, alagam, prejudicando os moradores.
Hoje, o processo de urbanização em algumas APPs está consolidado, inviabilizando ações do poder público voltadas à recuperação de áreas degradadas.
No bairro Nova Cidade, existem pelo menos seis áreas de lagoas ainda não atingidas pelo processo de urbanização. Mas, a invasão desses espaços é frequente. Só este ano, a Secretaria Municipal de Gestão Ambiental realizou 200 autuações e 18 retiradas de imóveis construídos nessas áreas.
“As pessoas ocupam essas regiões na época do verão e, quando ocorre uma chuva forte, a área alaga, gerando uma série de transtornos à população. As equipes ambientais removem constantemente as pessoas dessas áreas”, explicou o secretário municipal de Gestão Ambiental e Assuntos Indígenas, Aldemar Marinho.
No bairro Senador Hélio Campos, próximo à rua Estrela Cadente, existe uma lagoa que chegou a ser aterrada por um dos moradores. O local também é considerado um ponto crítico de alagamento. Em regiões como essa, onde o processo de urbanização está consolidado, a única forma de solucionar o problema são as obras de drenagem.
Obras de drenagem
À frente da Prefeitura de Boa Vista, Teresa Surita foi a administradora que mais investiu em drenagem na história da capital. Em suas primeiras gestões, foram construídos 80 km de drenagem. Para estes quatro anos, seu plano de governo contempla a execução de mais obras deste tipo, que melhoram a infraestrutura da capital. Um projeto já foi encaminhado para análise da Caixa Econômica Federal.
“Já garantimos R$ 62 de milhões para fechar as valas da capital. Meu compromisso é reconstruir Boa Vista e resolver problemas graves como os alagamentos que ainda afetam nossa população. Vamos trabalhar para que a capital seja uma cidade bonita, organizada, bem estrutura e que ofereça qualidade de vida para seus moradores”, explicou Teresa.
Além disso, nos primeiros seis meses deste ano, a Central 156 da Prefeitura recebeu um total de 2.746 denúncias da população, relacionadas à poluição sonora
O trabalho acontece em parceria com associações vinculadas a grandes empresas responsáveis pela fabricação dos pneus
As próximas áreas de lazer atendidas pela campanha serão as praias Caranã, Cachoeirinha e Grande