Uma das principais etapas na elaboração ou revisão de um plano diretor é a participação da sociedade e do poder público. Durante a primeira visita à Boa Vista, entre os dias 13 e 17 de março, a equipe do Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam) se reuniu com diversas secretarias e órgãos da administração municipal e com representantes do Ministério Público, universidades, conselhos representativos, movimentos sociais, sindicatos e associações para a construção de um diagnóstico da atual situação da cidade.
O presidente da Empresa de Desenvolvimento Urbano e Habitacional (Emhur), Sérgio Pillon, lembrou que a última versão do Plano Diretor é de 2006. A legislação foi adaptada ao longo dos últimos anos para se adequar às mudanças que a cidade passou. No entanto, uma revisão geral era necessária.
“O prefeito Arthur Henrique determinou que ouvíssemos a maior quantidade possível de segmentos da sociedade para que possamos construir esse plano com a participação de todos. Isso é fundamental para que tenhamos para os próximos dez anos uma cidade cada vez melhor de se morar, inclusiva e onde todos possam viver de uma forma digna”, disse.
O arquiteto e urbanista do Ibam, Henrique Barandiê ressaltou que no processo de revisão do Plano Diretor serão discutidas as condições para o desenvolvimento da cidade. “Vamos verificar o que funciona, quais são os problemas, desafios, desejos e expectativas, a cidade que o cidadão boa-vistense quer construir, sempre na perspectiva da garantia da sustentabilidade, que é o tema central do século 21”, pontuou.
PLANO DIRETOR - O plano diretor é o principal instrumento municipal de planejamento urbano e do território. Na revisão são abordados temas como saneamento, mobilidade, habitação, programas de moradia, entre outros assuntos. No plano diretor também é revisada a legislação urbanística e são definidos os critérios para as construções na cidade, determinando os locais e o que pode ser construído.
Serão dez encontros na área urbana e duas na zona rural de Boa Vista
Os encontros seguem até o dia 31 de março, em diferentes pontos da cidade
Até o dia 21 de agosto, crianças de quatro a seis anos de nove escolas terão a oportunidade de expressar como querem que a cidade seja pelos próximos dez anos