Lápis e papel nas mãos! Desta vez não é para anotar pedidos, e sim as orientações sobre como gerir o próprio negócio. Cerca de 15 microempreendedores da área de alimentação, que vão trabalhar em quiosques no Parque Germano Augusto Sampaio e na praça Mané Garrincha, participam até sexta-feira, 18, de uma capacitação sobre gestão empreendedora.
A oficina intitulada “Sei” ensina os cinco pontos principais para a gestão de um negócio eficiente e lucrativo para o microempreendedor: Sei vender, Sei comprar, Sei planejar, Sei controlar meu dinheiro e Sei empreender. A capacitação é gratuita e oferecida pela Prefeitura de Boa Vista em parceria com o Sebrae Roraima.
O pequeno comerciante Sandro Wagner Oliveira da Silva, 26 anos, vai ocupar um dos quiosques do Parque Germano Augusto Sampaio, no bairro Pintolândia. Ele e a esposa trabalham há apenas um ano com a venda de lanches e em breve pretendem colocar em prática tudo que estão aprendendo. “Nós estamos começando agora nesse ramo e não sabíamos nada sobre o assunto. Eu estou gostando porque estou aprendendo como administrar nossa empresa, o dinheiro, até o marketing”, disse.
A capacitação tem o objetivo de preparar os comerciantes para enfrentar os desafios do mercado e buscarem, de forma consciente, os melhores resultados para seus negócios. “As oficinas foram preparadas para que eles entendessem como gerir o empreendimento, como controlar o dinheiro, como comprar e vender bem e planejar seu negócio. Eles querem aprender porque sabem que a concorrência é grande e, por isso, têm que buscar um diferencial pra captar esses clientes”.
As oficinas fazem parte do trabalho da prefeitura de valorização do pequeno comerciante e são direcionadas aos microempreendedores que vão ocupar quiosques e boxes em praças da capital. Cerca de 700 devem passar pelas capacitações, que incluem ainda temas como inovações na produção e gestão de atendimento. Eles também devem receber consultorias em seus locais de trabalho.
“O objetivo da prefeitura é trabalhar com esses comerciantes na gestão, no atendimento, na produção dos seus produtos dentro dos quiosques. Torná-los microempresários, para que eles consigam se desenvolver, melhorando sua condição de vida e oferecendo produtos de qualidade para a população”, ressaltou a coordenadora do Programa Braços Abertos, Elizabete de Oliveira.